sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O que as porta fechadas me dizem?

  Encontrar as portas fechadas sempre é complicado de aceitar. A gente se sente confuso, perdido, sem saber o que fazer, sem entender ao certo porque elas estão fechadas se o caminho que nos levou a cada uma delas, parecia tão claro, fácil e descomplicado que era garantia de chegar na frente de cada uma e abrir sem esforço nenhum.
Eu nunca gostei de entrar sem ser convidada, sem bater, pedir licença e pior ainda;  forçar a entrada, empurrar com força, meter o pé na porta! Lá pelos meus 15  anos eu acho que já dei umas forçadas para abrir algumas, um pezinho na porta de leve vai... Mas, aprendi que atitudes assim me custaram muito caro. Adquiri respeito as portas fechadas, mas, continuo curiosa para saber o que tem dentro de cada uma e de saber o porque dela não estar aberta.
Mas, para uma mulher de quase 40 anos, nem combina ficar se lamentando em frente a uma porta fechada, espernear como uma garotinha mimada também não, então, a partir de hoje começo uma série de textos sobre o que eu acho que tem atrás de cada porta que tenho encontrado.
Conto com vocês!!!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Privacidade ao menos para morrer


Esse mundo tecnológico em que vivemos mergulhados tem nos deixado cada vez mais distantes de um mundo real, de gente de carne e osso, com bons sentimentos porque de maus  o virtual tá impregnado.
Lembro que uma vez andei fazendo uma faxina nas coisas da minha avó e no meio de tanta relíquia, tinham umas fotos de família, tanta gente querida, os carecas de hoje já foram cabeludos e aquela tia gordinha de hoje já foi tão magrinha e no meio dessas fotos engraçadas,tinham de pessoas que já se foram mais continuam tão amadas e vivas dentro de mim.
Aí de repente um susto, uma foto de um  caixão com um defunto dentro e um monte de gente em volta dele fazendo pose, pose triste, ninguém sorrindo, mais com feições compenetradas ...
- Creeeedo vó pra quê tirar uma foto dessa?
- Ahhh, esse é Zé Mutuca, era muito bacana ele, primo meu de terceiro grau...
- Mas vó, joga fora isso !!!
Daqui a pouco começo a achar mais umas dez fotos parecidas e ela foi dizendo quem era... Não me explicava o porque dessas fotos, ia contando a vida da pessoa, como era querida... Minha mãe querendo explicar , grita da cozinha:
- Naquele tempo as famílias vinham para São Paulo e quando morria um parente, uma amigo, eles mandavam a foto do velório, não dava tempo de chegar, não tinha essa facilidade de avião... Era um conforto para quem estava longe num momento de dor.

Essa história me marcou, e com o passar de tantos anos  hoje me lembrei dela, com a morte do cantor famoso Crisitano Araújo. Em menos de 24 horas da partida repentina desse jovem rapaz, em meio a tanta comoção, as aves de rapina começaram a dar seus vôos sobre a dor humana.
Recebi primeiro as fotos do acidente que vitimizou o cantor, depois do corpo sem vida ainda em suposto atentimento médico e ainda que se não bastasse recebi o vídeo da autópsia, onde a funcionária  que filma tudo tem a capacidade de pedir para  quem prepara o corpo sem vida de um ser humano :
 - Dá um tchau ai!!!!

Como assim? Diante de um corpo sem vida .... Filmar e dizer dá um tchau aí ???
Perdemos o limite, perdemos a razão!!!
Perdemos a noção, a educação, o bom senso, perdemos o respeito pela dor alheia.
Vivemos num mundo em que tudo tem que ser compartilhado nem que seja mentira, nem que seja imaginário...  Qual sentido de filmar um momento como esse?
 Minha bisavó uma mulher analfabeta, humilde,  olhava Roberto Carlos na tv e dizia na sabedoria dela que " um homem desse não pode morrer nunca!"
Conseguem entender? Ela entendia a arte dele, mergulhava fundo na poesia dele e tinha sensibilidade para compreender que uma pessoa como aquela deveria ser eterna, uma mulher que quando precisava assinar o nome tinha que botar o dedão na almofada de tinta e carimbar no documento, sabia o que era respeito pela arte, por um ser humano. E nós cada vez mais letrados, com acesso a tecnologia, cultura, lamentavelmente,  temos caminhado a passos largos para um precipício, um buraco negro onde parece que alguns tem preferido chegar nele mais rápido,pulando de trampolim, se jogando e arrastando quem estiver por perto.
 Minha alma está enlutada, vivo num mundo onde tocar fogo em índio, estuprar crianças, espancar animais até a morte, apedrejar quem não tem religião igual a minha, humilhar  uma pessoa por sua opção sexual  virou normal. Espero sinceramente que os responsáveis por esse vídeo sejam punidos pelas leis desse país que insistem em não serem aplicadas , quem sabe alguém com vergonha resolva isso e que uma palavra chamada PRIVACIDADE volte a fazer parte do nosso vocabulário.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Carta aberta a uma ex- amiga


"Não chegamos a completar um ano da nossa reaproximação, teria sido muito bacana soprar a velinha de um ano de nossa amizade. Comemorar um ano de medos vencidos, dificuldades superadas, gargalhadas maiores que as frases do nosso diálogo e mais um monte de coisas que só as pessoas que se permitem viver uma verdadeira amizade sabem fazer.
Até agora não compreendi porque não deu certo, a uns meses as perguntas sem resposta voltaram a  me assombrar, você prometeu não me fazer mais machucados na alma, eu acreditei...
Pois estou aqui de novo, com o coração esfolado!
Reli todas as nossas cartas como quem tenta montar um quebra-cabeças, senti um amor tão gostoso, que aqueceu meu coração partido por um breve momento, me fez bem, mas, também me fez sentir um pesar...
Não senti raiva de ti, nem tão pouco de mim por ter acreditado que não me machucaria novamente ... Apenas lamentei profundamente não ser querida por alguém que não consigo querer mau.
Mas,  a bem da verdade, prefiro olhar para frente, receber o abraço de quem me quer bem e nesse quesito eu sou imbatível, não tem ninguém que me ame mais do que eu.
Sou intensa e gosto do 100% sempre, não me contento com migalhas quando me entrego por inteiro.
Por isso, decidi seguir em frente, te deixo partir também.. Sem amargura, sem olhar para trás,  não tenho vocação para ser estátua de sal*, meu "barato" é ser de açúcar; doce, acalento da alma no dia de angústia."

*mulher de Ló  virou estátua de sal porque olhou para trás (Gênesis 19:24-26).

domingo, 6 de abril de 2014

Mania de me amar.


Já escrevi sobre a duvida de abrir o coração ou não para alguém, principalmente depois de uma puxada de tapete...
Já disse que  depois de grandes pisadas de bola, desejei ser ilha, pra não ter que me relacionar com mais ninguém...
Mas ultimamente ando cismada com outra coisa; porque temos a mania de simplesmente gostar de quem não gosta da gente?
Será maluquice da grave, falta de deficiência vitamínica ou um tipo de masoquismo sem causa aparente? Digo isso porque sou bem resolvida e vejo um monte de gente bem resolvida como eu, que simplesmente simpatiza com gente que não tem simpatia nenhuma por ela, me ocorreu agora que assim como eu, essas pessoas acham que são bem resolvidas e  não são .Será? Vixi, então arrumei outro problema pra  mim e pros meus amigos, além de gostarmos de quem não gosta de nós, somos iludidos que somos bem resolvidos!!kkkkk
Tenho essa mania também, rir dos outros e rir mais ainda de mim mesma!! Nossa, talvez o problema seja não ser bem resolvido e sim de ter manias...
O que pra falar a verdade é muito mais confortável!
Deixa-me ver, tenho mania de falar sozinha, colocar o som bem alto no carro, cantar e dançar mesmo estando dirigindo e nem me importar com quem esta no outro carro que sempre para e me olha com cara de espantado me achando maluca... Tenho mania de dormir de meia quando estou carente,  de ler o livro de trás pra frente quando ele é muuuuuito chato, balançar as pernas pra poder dormir e quando estou sentada prestando atenção em alguma coisa, tenho mania de ler bula de remédio, até mesmo aquele remédio que não é meu!!! Você está tomando algum remédio? Ai, nem me conta, se não vou precisar ler a bula do seu.
Poxa, tenho mania de abraçar apertado quando vou cumprimentar alguém,  de sorrir bem largo quando vou tirar foto, por isso, sempre fico mais feia que qualquer um numa 3x4, para uma pessoa que tem mania de sorrir largo, 3x4 é uma violência. Tenho mania de ajudar quem precisa e que não pediu a minha ajuda.Tenho mania de pesquisar temas de livros que falem sobre minhas manias e vasculhando aqui , achei um poema do meu poeta preferido :

QUADRILHA
  1. João amava Teresa que amava Raimundo
  2. que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
  3. que não amava ninguém.
  4. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
  5. Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
  6. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
  7. que não tinha entrado na história. (Carlos Drummond de Andrade).
Drummond para mim, sempre tem razão no que escreve, mesmo quando é lúdico, ele tem. Além do mais já tô começando achar que a vida deve ser assim mesmo, cheia de encontros e desencontros... Não sei se vou me livrar das minhas manias, mas a mania de amar é sempre melhor do que não amar, do que nunca ter amado ou simplesmente ter a mania de viver ignorando, usando a indiferença para deixar claro que não aceita um amor.
Não me olha torto,  só porque eu tenho mania de amar que não me ama? Mas, nem por isso sou boba não,  o bom da mania é que com o tempo você aperfeiçoa a mania... Posso até amar quem não me ama, mas não deixo de me amar e essa com certeza é minha maior mania, amar meu próximo, mas, me amar mais ainda!

 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

IR ou não IR???


Hoje é meu segundo dia de férias,depois que acabam as férias dos meus filhos, começam as minhas só que não...hehe. Só hoje consegui organizar as idéias sobre minha última viagem.


Fomos de carro de Fortaleza- CE (onde moro) até Arraial D ajuda- BA, foram três dias e duas noites  de viagem e tudo correu muito bem. Ficamos uma semana num resort muito bacana, mas, sinceramente, eu não via a hora de voltar para a estrada!
Me senti tão feliz e a vontade, que quando o cansaço batia soava como música gostosa para dançar... Foi muito bom ver da janela do carro, as mais variadas paisagens e as mais diversas pessoas, sem contar com os novos sabores que eu fiz questão de provar; comidinha sendo vendida em beira de estrada, os pés de frutas  que a gente não se intimidava nenhum um pouco de parar o carro no acostamento para encher o porta-malas...
Chegando em casa, desfiz as malas, mas, parecia que tinha deixado meu coração em cada trecho"das"BR por onde passei. Para lembrar da estrada escolhi assistir o filme "O mundo em duas voltas" , que linda surpresa... Meu coração bateu forte várias vezes ao ver que algumas falas da "mãe"
Schurmann  pareciam ter sido copiadas dos muitos pensamentos que tive na estrada.

Aí como férias a gente dorme tarde mesmo , zapiando pela madrugada, achei na tv um programa chamado Entre Fronteiras* achei sugestivo e resolvi assistir, perdi o sono... Era uma matéria sobre a Ong Expedicionários*, eu simplesmente chorei litros, meu coração batia forte e eu não consegui mais dormir, sonhando acordada em participar de um trem desse, a estrada me chamando de novo!

Hoje, já estava a todo vapor com meu serviço doméstico , quando uma matéria na tv me chamou atenção... Um casal de sessenta anos, largando tudo para passar três anos viajando pelo mundo todo... Não resisti e sentei para assistir, lá estava eu de novo, chorando mais do que no dia que eu assisti Titanic (e olha que não foi pouco rss)

Sabe o que me fascina? A oportunidade de conhecer gente igual a mim vivendo de forma diferente da minha, conhecer gente diferente de mim, vivendo de uma forma mais diferente ainda. Viver intensamente os lugares, as pessoas e os sabores, sem me perder com o que é demais, mais valorizando aquilo que é pouco. Esse mundo é tão lindo, tanta gente incrível, que dá dó de ir embora daqui sem ter conhecido cada cantinho desse mundão.
A gente bem que poderia ter a opção : IR ou NÃO IR embora daqui sem antes conhecer tudo, se Sim, automaticamente tudo convergeria para a aventura, se não, ok, sem pressão.
É de inconformar você e eu viver a vida toda sem ter tido a experiência de nadar no mar numa ilha do Taiti, comer um trem esquisito mas delicioso numa tribo indígena e simplesmente ter saudade de uns amigos que fizemos na Tasmania, alguém tem amigo que é da Tasmania?? HEHEH
É isso, hoje tô escrevendo daqui do meu país, do conforto do meu lar, mas, um dia vocês vão ver... Vou escrever de algum lugar do mundo, lá bem longe!!! Duvidam?

* http://www.eds.org.br/
* http://www.eduardoprata.com.br/cgi-bin/principal.asp
* https://www.facebook.com/familia.schurmann

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Seja prática e aceite!


Um jantar romântico num  restaurante aconchegante, luz de velas, músicas que conduzem a um clima de declaração de amor, enfim, um cenário perfeito para um casal ter uma inesquecível  noite, é o que muitas mulheres ainda sonham. Escuto sempre  as mesmas coisas, nos aconselhamentos e nas palestras  que realizo com mulheres.
A grande maioria se queixa da frieza com que seus parceiros tratam o relacionamento no dia a dia e de como  faz falta o romantismo dos tempos de namoro. As que ainda não encontraram seu par, denunciam que os homens sumiram do mapa e os que "a meia dúzia" que ainda tem, são do tipo que não vale a pena investir.Como seria bom homens que valorizassem a mulher e soubessem tratá-la como elas sonham, idealizam e merecem! O discurso é praticamente universal.
Mas, ontem em meio a um cenário desse, quando estava comemorando meus dezesseis anos de casada, o casal (ele nitidamente  um pouco mais velho que ela e ela grávida de poucos meses), que estava sentado bem próximo a nós, já estavam indo embora quando ele falou algo para ela , que rapidamente se levantou e respondeu:
 -"Sou uma mulher prática, não tenho paciência  para esperar um homem  puxar a cadeira para mim! ".
Saíram rindo (ele meio sem graça) e eu fiquei chocada com a velha frase na cabeça: mulheres, afinal, quem entende as mulheres?
 Eu que sou uma delas, não entendi absolutamente nada. Um companheiro gentil que nos tempos de hoje ainda se dispõe a puxar a cadeira para sua companheira é artigo de luxo! Depois de um "fora" desse, creio que qualquer tentativa de cuidado ou romantismo desse homem não sera manifestada, geralmente nós mulheres somos sensíveis e grávidas então... Ficamos com a sensibilidade a flor da pele, mas, nem assim a mulher se derreteu pelo galanteio .
Venho falando que temos errado a mão. Nossas avós foram duramente tolhidas por seus homens  e praticamente escravizadas dentro dos lares, mas, tinham uma bagagem emocional suficiente para fazer uma doce limonada com esses limões que a vida as reservou, fazendo com que a família não se desestruturasse e nem ela deixasse de encontrar felicidade, do jeito dela. A queimada do sutiã que foi um protesto histórico contra tanta opressão feminina, parece que queimou algo mais além deles, somos uma geração chamuscada por uma falta de equilíbrio naquilo que podemos, devemos e não devemos fazer, não pelos outros, mas, para benefício nosso mesmo.
Defendo a bandeira que tem no hino a doçura, aconchego, fragilidade inteligente, dependência independente e o fazer acontecer sem precisar deixar de ser mulher. Me desculpe Sheryl Sandberg*, não dá para ser tudo ao mesmo tempo, infelizmente tenho que concordar que Nelson Rodrigues estava coberto de razão a muitos anos atrás :
"As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado".
Quando foi minha vez de levantar e ir embora, sai  segurando o buquê de rosas vermelhas que tinha ganho de surpresa lá mesmo, a mesa de jovens casais que estava logo na entrada do restaurante  (e portanto não viu o momento da entrega) ficou  com os olhares congelados em nós até entrarmos no carro, uma das moças cutucou o namorado e voltou a olhar para mim, ele a abraçou carinhosamente.  Entendi que ela tinha gostado da cena e que deveria estar pedindo algo parecido, sinceramente, deu vontade de voltar lá e dizer a ela:
- Se ele  quiser puxar sua cadeira para você se levantar, seja prática  e aproveita! Você acha que eu ganhei essas flores por quê?

*Chefe de operações do Facebook. Escritora do livro "Faça acontecer (Mulheres , trabalho e a vontade de liderar).


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ouviu o galo cantar e não sabe onde!


A um ano atrás  passei por uma situação  constrangedora mas engraçada e desde então, começei a olhar com mais atenção os acontecimentos e a "ligeireza" das pessoas em emitir uma opinião.
Estava sentada na primeira fila  do auditório do centro de convenções da cidade , para assistir o primeiro espetáculo de ballet que minha filha participava. Sozinha , lia o programa do espetáculo, enquanto aguardava o restante da família chegar, era uma noite de estréia e estávamos todos ansiosos, quando ouvi uma voz feminina atrás de mim falando o nome da minha filha, a voz repetiu o nome dela umas três vezes  no meio da frase que eu não conseguia entender o que era.
Olhei para trás e vi uma mulher aparantemente da minha idade conversando com outra mulher, ela segurava o programa do espetáculo e logo deduzi que deveria ser mãe de alguma amiguinha da minha filha comentando sobre a apresentaçao.
Uns minutos depois, ela falou novamente o nome da minha filha, só que dessa vez consegui ouvir nitidamente a frase toda:

- A mãe da Jemima!!! Fulana ficou com muita raiva dela, porque na festa de homenagem das professoras ela foi a única mãe  da turma que não colaborou com a festa. Achei isso um absurdo, Fulana, tentou falar com ela e ela nem quis ouvir...

Desandou a me dar mais alguns adjetivos nada simpáticos e quando eu já tinha ouvido o suficiente, me levantei e me dirigi  a ela educadamente , explicando o  que realmente aconteceu. Sorrindo, com muita calma e falei pausadamente para que ela  entendesse tudo, mas, se sentisse necessidade, estava disposta a desenha para ela (kkk):

- Oi, meu nome é Monique .
(ela sorriu nesse momento, sem entender nada)

-Sou a mãe da Jemima.
(ela ficou  de todas as cores do arco-íris  em apenas cinco segundos, kkk)

-Eu não participei da festa das mães, simplesmente porque não fui avisada, não sabia, portanto não tinha como adivinhar (quando me converti, joguei minha bola de cristal fora, kkk).
 Prossegui falando :
- No dia da festa, cruzei rapidamente com essa mãe que tá com muita raiva de mim na porta da sala e ela apenas me perguntou se eu não fui avisada da festa. Disse que não e sai rapidamente, porque minha filha vem passando por um problema de adaptacão horrível e chora toda vez que chega na escola, então, eu tenho que a deixar na sala e sair correndo, saio tensa, com o coração na mão. Sempre participei de todas as festas , inclusive a do ano passado fui eu quem organizei, não tenho motivos para não participar, muito menos de não querer ouvir as pessoas.

Ela e a amiga que conversava com ela, ficaram muito sem graça, o constrangimento ficou quase palpável por ter sido pega em flagrante e tentou se explicar:
- Ai, desculpa, olha o que dá falar mau dos outros sem saber, nem te conheço, desculpe.
- Tudo bem, eu achei ótimo isso ter acontecido porque nem fazia idéia que tava rolando essa situação chata com meu nome e de algo que eu nem tinha tido a oportunidade de me negar a participar!

Ela se desculpou mais umas trezentas vezes e eu voltei para o meu lugar do mesmo jeito, calma e sorrindo, mas só eu sei como estava segurando a baiana que mora dentro de mim e estava doida para se manifestar!!
 Fiquei pensando  que se essa situação chata não tivesse acontecido eu jamais saberia porque algumas mães, passaram a me olhar atravessado (coisa que só percebi depois disso).Após o ocorrido, fui conversar com algumas delas (que ficaram chocadas com a fofoca da outra) para explicar o que havia acontecido e depois de ter consultado algumas, desisti disso, paciência , não vou ficar me explicando se na verdade o julgamento e a crítica alheia foram precoces demais.
Depois desse um ano, tem umas três mães que quando me vêem, fazem de tudo para não me cumprimentar. Lamentável, termos atitudes assim por nada!
O ser humano  tá ligeiro demais com a crítica!
 E tem se comportado assim a maior parte do tempo; nos relacionamentos em família, com os companheiros de trabalho, com o vizinho de porta no prédio que mora e até mesmo na internet, onde todo mundo se sente no direito de ser psicólogo comportamental e mal lê o que o outro posta no facebook  e corre para emitir sua opinião venenosa.
Que necessidade é essa de apontar o dedo?
De ter sempre algo negativo para revelar ao outro?
Temos deixado de lado as ricas oportunidades de conhecer as pessoas, parar para ouvir os dois lados numa discussão antes de tomar partido. Coisas tão pequenas estão dando espaço para sentimentos daninhos que  corroem  e roubam sorrisos que emolduram a alma daqueles que deveriam calar , ouvir, perdoar e estender a mão com sinceridade.
Nos gabamos de ser  moderninhos e ao mesmo tempo não! Mas que contradição, o ditado  que temos usado é do tempo das nossas tataravós; temos ouvido o galo cantar, mas não sabemos onde!
Deixemos disso porque já ficou demodê!